sábado, 13 de janeiro de 2007

Versos


Se eu fosse borboleta
Voava de flor em flor
Chegava à beira dos teus lábios
Dava-te um beijo de Amor.

Um homem sem Amor
É como
Um Verão sem calor.

Os meus olhos são de prata
A minha boca é de ouro
Qual será a resposta
Se te pedir em namoro?

No fundo do mar
Há uma história de Amor
Eu a Sereia e tu o Pescador.

Adaptado de Sabrina Kelly



Ai os bons velhos tempos…
Do início do princípio…

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Lua


Confidente dos enamorados
Companheira dos mendigos
Inspiração dos homens
Objecto de desejo
Gota de esperança no meio da penumbra
Uma beleza inconfundível
Tu me guias por entre
Os arvoredos da minha mente.
Mostras-te por detrás das nuvens
Do meu pensamento.
Desvendadora de caminhos.
És o meu farol.
És aquela que ouve os meus lamentos
As minhas alegrias
E os meus pensamentos.
Desejo-te só para mim.
Marca permanente através dos séculos.
Eterna apaixonada do sol
Que por maldade foste condenada
A viver aprisionada pela terra tua inimiga.
Condenada a ver o sol quando te levantas.
E quando vos tentais tocar
Um de vós desaparece.
Juro-te que por vezes te ouço chorar.
Amor impossível.
Paixão ardente.
Amor sem fim.

Afonso Duarte

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

"Deitar abaixo!"


Ontem, quando chegava cansada do trabalho, recebi um telefonema que me deixou abananada até hoje e gostava de partilhar convosco.
Uma colega pedia-me ajuda para "deitar abaixo" uma gravidez não desejada e muito temida. Ela veio pedir ajuda logo a Mim que defendo a Vida acima de tudo!!!
Tentei puxar conversa, tentei compreender a situação, tentei perceber o porquê daquele pedido. Um pedido de aborto que era, no fundo, mais um pedido de ajuda para a situação difícil em que se encontrava. Resumindo: dois jovens de 18 anos, de uma aldeia, que nas primeiras relações sexuais engravidaram e estavam apavorados com a reacção do pai da grávida. Uma gravidez de 5 meses, só agora descoberta, e que ambos os jovens até estariam dispostos a assumir mas o medo ao pai era maior do que esta vontade.
Expliquei-lhe que fazer o aborto não era a melhor opção, mesmo porque com 5 meses só "abilidosos" o fariam e com um grande risco de vida para a mãe. Expliquei-lhe que existem imensos casais, inferteis em Portugal, que o que mais desejam é adoptar um bébé e essa seria uma opção caso optasse por renunciar ao filho. Por fim dei-lhe a minha opinião:"fala com a tua mãe, as mães têm sempre o coração mais mole e uma sabedoria de experiência feita que te indicará o melhor caminho". Ela decidiu seguir o meu conselho de falar com a mãe. Disponibilizei-me a ajudar em tudo o que estivesse ao meu alcance para que esse bébé viesse ao mundo, e terminou a chamada.
Esta história mexeu comigo: quando menos esperamos as nossas convicções e ideais são postos à prova numa questão de minutos. Numa altura que tanto se fala de aborto fui chamada, pela realidade, a dizer "Não" antes da votação, mas fui simultaneamente chamada a responsabilizar-me por a ajudar em tudo para que este bébé nascesse.
Esta história prova bem o desespero pelo qual passam muitas jovens,por ignorância, medo e falta de apoio. Acabam por optar inconscientemente por "deitar abaixo" porque a sociedade(ou seja, todos nós) não as sabemos ajudar, apoiar, proteger, cuidar...
Sei que este tema é muito polémico mas não podia deixar de testemunhar que, às vezes, a nossa simples ajuda pode fazer toda a diferença.
Não se demitam de ajudar a VIVER!!!

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Prova Oral para os Noivos




- Já decidiram se vão ter filhos e quem vai cuidar deles?
- Será que têm uma ideia acerca das obrigações financeiras um do outro, objectivos e ideias acerca de poupança?
- Já discutiram a forma como a casa vai ser gerida e quem vai fazer as tarefas?
- Já falaram sobre todo o vosso historial clínico, físico e mental?
- Já se perguntou “O meu parceiro/a é afectivo/a o suficiente para aquilo que eu necessito?”
- Conseguem falar abertamente das vossas necessidades sexuais, preferências e medos?
- Será que irão ter televisão no quarto?
- Será que realmente ouvem o que o outro tem para dizer e levam isso em consideração?
- Será que levam em consideração as ideias e queixas do outro?
- Será que entendem e compreendem as crenças espirituais de cada um e quando é que as vossas crianças vão ser expostas à educação religiosa?
- Gostam e respeitam os amigos de ambos?
- Respeitam e dão valor os pais e familiares próximos de ambos?
- Será que algum de vós está preocupado se os pais irão influenciar e interferir na relação?
- Já se perguntou “O que é que a minha família faz que nos irrita?”
- Já se perguntou “Existe alguma coisa que eu não estou disposto/a a abdicar no casamento?”
- Se algum de vós tivesse uma oportunidade de emprego que implicasse a mudança de casa para longe de toda a família, será que estavam preparados para se mudar?
- Será que cada um de vós está confiante no compromisso do outro para com o casamento, e acreditam que sobreviverão como casal sejam quais forem os desafios que possam encontrar?

Artigo traduzido do Jornal: “New York Times”


Na internet encontra-se de tudo, desde lixo até artigos e notícias bastante interessantes que por vezes conseguem fazer a síntese daquilo que pensamos.
Numa procura ocasional sobre temas relacionados com o casório, ao qual andamos embevecidamente dedicados, encontramos estas perguntas que denominamos de “Prova oral para noivos”. Pensamos que estas são as perguntas básicas que toda a dupla, que pensa casar, deve responder ao longo dos anos de namoro para não ter surpresas no casamento. Infelizmente estas “más surpresas” são as responsáveis por inúmeros divórcios que trazem consequências nefastas para todos os envolvidos.
Para que o vosso casamento tenha apenas boas surpresas respondam com verdade a cada uma destas perguntas e partilhem-nas com a vossa meia laranja, dialogando tentem chegar a um acordo para o futuro.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

O teu sorriso



O teu sorriso
É de graça tem graça
O teu sorriso
Só a tua boca o traça
Quando sorris
Dás-me luz de luar
Quando sorris
Só a ti me quero dar
É esse sorrir
Que nunca é em vão
É esse sorrir
Que me alenta o coração.

(Adaptado de Manoel Infante)


Ai os encantos do teu sorriso…
Que me trazem encantada há tantos anos assim…

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Amar é...não pensar


Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele.
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
( Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a Amo, e Amo-a por isso,
Porque quem Ama nunca sabe o que Ama
Nem sabe porque Ama, nem o que é Amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

Fernando Pessoa

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

2007 exigente!


O ano ainda mal começou e já reclama de nós imenso trabalho, estudo, dedicação, gestão do tempo e de recursos. Eu vou roubando tempo ao tempo para vir ao nosso cantinho mas o sol anda tão atarefado que nem consegue vir cá.
O sol anda cansado, por isso é que temos tido uns dias cinzentos! Deve ser difícil ser o sol do mundo e o Sol do meu mundo simultâneamente. Eu tenho muito orgulho nele, pelo seu esforço diário de iluminar a vida de quem o rodeia e de inundar de luz a minha.Aprendi com ele tantas coisas... a força dos humildes e a persistência dos fortes, a alegria de mais dar do que receber, a disponibilidade de estar sempre de braços abertos para o outro, o dom de sorrir mesmo quando está triste...
Vou tentando ajudar no que posso: dou-lhe força, cuido dele com Amor e com doses reforçadas de carinho, tenho paciência e aguardo o seu regresso vitorioso aos meus braços. Ele sempre volta, e mesmo que as coisas não tenham corrido como ele esperava sente-se vitorioso por voltar a mim.
Por tudo isto dizemos: "os nossos sucessos", "as nossas conquistas", "as nossas vitórias" ou "as nossas derrotas" porque, mesmo que sejam aparentemente individuais, elas são conseguidas em conjunto.
Tudo isto para vos dizer que, apesar de ocupados, continuamos apaixonados e quando pudermos cá viremos partilhar convosco as alegrias e tristezas do nosso eclipse.