quarta-feira, 13 de junho de 2007

Burocracias


Querem que vos diga uma coisa?
Estou cheia de tantas burocracias por tudo e por nada, até para se pagar, até para se comprar é preciso burocracias! Hoje ficamos a saber que ainda faltava pagar um papel, por pura exigência bancária, de 31 euros. Um papel que dizia exactamente o mesmo que os outros que lhes apresentamos mas era numa folha de cor diferente e com um selo branco. Isto é cada derrapagem no orçamento que a gente até bate mal, assim nem vale a pena fazer contas à vida, elas nunca batem certo!!!
Já ouvi falar do simplex, um projecto inovador de simplificação burocrática mas a verdade é que apesar de se ter anunciado a sua entrada em vigor, esta simplicação ou não saíu do papel ou não chegou ainda cá cima ao Norte.
Deixo-vos com um grande beijinho e com poucas burocracias.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Simplesmente...Lua!!!


Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Qual a minha missão neste mundo? São algumas das perguntas existênciais que me coloco desde que me conheço como ser pensante.
Para muitos as respostas poderiam ficar-se por: Sou a Lua, vim da barriga da minha mãe, vou para debaixo da terra e a minha missão é tão somente Viver. Tudo isto é verdade, a única da qual temos certeza quase absoluta (porque como dizia Einstein "tudo é relativo") mas as minhas questões vão mais além.

Quem sou?
Apenas uma mulher chamada Lua ou algo mais?
Sou uma só ou tenho muitas em mim?
Sou alma e corpo ou só corpo?


De onde venho?
Venho simplesmente de um ovo ou venho de mais longe?
Serei a reencarnação de alguém?
Venho do Universo escuro e sem fim?

Para onde vou?
Vou para a terra ou para a mãe natureza?
Vou para quem me enviou?
Vou continuar a minha caminhada numa outra forma de vida?


Qual a minha missão neste mundo?
Será apenas viver ou apenas sobreviver?
Será ser feliz ou sofrer?
Será cumprir a missão que não cumpri ainda?

Ao longo da nossa caminhada vamos procurando respostas às questões que nos inquietam e vamos chegando a algumas conclusões que têm mais a função de nos confortar do que de nos dar certezas. Sou profundamente católica por opção, conheço outras religiões e respeito-as muito, aliás aprendi a pensar de forma diferente com algumas delas, por isso muitas das respostas que encontrei foram com base na fé que sinto renovada todos os dias.
Não sei se vos interessa ou se vos poderá ajudar as respostas às quais cheguei, de qualquer das formas quero partilhá-las convosco.

"Sinto que sou membro de uma família maior, aprendi a chamar Pai a Deus, Mãe a Maria e irmão mais velho a Jesus (o J.C.). Acredito que vimos de Deus e para Ele voltamos porque um Pai quer os seus filhos sempre junto a si, enviou-nos com uma missão que cada um tem de descobrir qual é. Hoje sei que a minha missão é Amar o meu Sol, ser Amada por ele e dar testemunho deste Amor que é um pedacinho de um Amor maior porque divino. Juntos temos uma missão mais importante que isoladamente e podemos gerar uma onda de Amor, felicidade, e inter-ajuda à nossa volta. Estas são as certezas do meu coração, da minha alma, ... que apesar de não serem mensuraveis são para mim um paradigma de Vida."

Já tinham pensado nisto? A que respostas chegaram? Partilhem connosco e todos lucraremos com a partilha de "certezas" ou de "dúividas".

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Desânimo



Andamos os dois desanimados porque andamos cinco anos a fazer sacrifícios para o Sol conseguir ter um curso superior, feito de suor, lágrimas e muitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa motivação em horário pós-laboral e agora nada... nem emprego tem...
Apesar de termos ainda algumas esperanças a verdade é que o tempo passa e o meu Sol está cada vez mais fosco, mais triste... eu bem tento animá-lo mas a verdade é que estou como ele frustrada e não sei mais o que fazer para ele voltar a brilhar...
Venho pedir-vos ajuda pois não me sinto capaz de fazer mais para o ânimar...
Eu digo-lhe que não deixarei que mal nenhum lhe aconteça porque eu estou aqui a cuidar dele, digo-lhe que vou pegar na minha varinha mágica e realizar todos os seus sonhos, digo-lhe para não ter medo mas ... a verdade, e por mais que me custe dizê-lo, não sou super-mulher, não tenho varinha mágica e também estou cheiinha de medo!!!

Acredito que muitos amigos passem por aqui, por isso vos passo palavra para tentarem fazer um pequeno milagre - Devolver o brilho ao Sol.

sábado, 9 de junho de 2007

Um dia revigorante


Ontem fugimos... fomos para fora cá dentro...rumamos à serra e perdemo-nos...
Fizemos um percurso pedestre. No meio da natureza encontramo-nos, só nós dois, e perdemo-nos, um pelo outro.
Um dia só para nós que começou bem a terminou melhor ainda.
Estavamos a precisar fugir do mundo para estarmos só nós dois, deitamos numa mantinha a olhar o céu azul e a conversar sobre tudo e sobre nada. Fizemos um pique nic onde os pratos principais foram Lua ao naturel e Sol ao naturel :-)
Foi um dia revigorante!!! Um dia para recarregar energias, para ultrapassar as pedras do caminho.
Com todos os preparativos da casamento e distribuíção de convites pouco tempo temos tido só para nós, daí que este dia nos tenha sabido pela Vida.
Foi com um sorriso de orelha a orelha que voltamos a casa e adormeci ouvindo o eco das palavras do meu Amor "Eu sei que tenho imensas oportunidades fantásticas de trabalho no estrangeiro, mas a vida é feita de prioridades e eu escolhi ficar contigo". Por tudo isto, por este dia, e por tudo o que as palavras não sabem traduzir:

EU AMO-TE MEU SOL

terça-feira, 5 de junho de 2007

Ler/Escrever


"Quem escreve constrói um castelo. Quem lê, passa a habitá-lo!"
Susana Duboc

Hoje a nossa amiga felina enviou-nos este pensamento e sobre ele decidimos discorrer um pouco.
Nós adoramos ler, somos apaixonados pela leitura e embora os livros técnicos sejam os que mais lemos por necessidade, adoramos ler livros diversos. O Sol gosta de livros de aventuras e ficção. Eu, a lua, gosto mais de romances pois são os livros que me fazem sonhar, a vida real já é dura o suficiente.
Sinto que devo à leitura muito do que sei e do que sou, a minha grande cumplicidade com as palavras devo-o à leitura. Comecei por ler os contos de fada da Disney, depois fui fanática pela banda desenhada do pato Donald, de seguida adorei as aventuras e o clube das chaves e hoje assumo-me uma romântica que não troca um romance por livro nenhum.
Este meu percurso literário (até pareço gente grande a falar) determinou que sentisse necessidade de escrever e por isso desde muito jovem escrevo o meu diário. Aos 15 anos era uma brincadeira que se foi tornando séria, de seguida passou a um compromisso diário, depois um ouvido atento e agora tem sido um testemunho dos melhores e piores momentos da minha jornada. Sei que me tenho tornado uma escritora um pouco mais desleixada, em parte porque passei a partilhá-lo com todos vocês, mas é lá que sinto total liberdade de escrita e onde sou mais espontânea, pois sai-me da palma da mão (e da palma da mão à ponta do dedo ainda vai uma grande distância, e faz toda a diferença, como bem sabem as mulheres, e bem deviam saber os homens).

Tudo isto para vos dizer que faço minhas as palavras desta Susana com as quais me identifiquei (até porque gosto muito do nome Susana) e nos romances que leio habito verdadeiramente os castelos, talvez por isso a minha vida muitas vezes se assemelhe a um conto-de-fadas (posso não ter sorte em mais nada na minha vida mas pelo menos no Amor sou muito Feliz)?!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Apeixanados


A vida vai correndo ao seu ritmo com os seus altos e baixos, com os seus problemas intercortados aqui a além por brechas de luz que nos enchem o coração de esperança.
Hoje fomos fazer os registos da nossa casinha, é tanto dinheiro que até dói, estamos tesos para o resto do mês. O nosso percalço de hoje é que no meio das notas que levamos para pagar uma era falsa, fomos levados de lorpa e ficamos sem o dinheiro porque segundo nos informamos a nota deve ser entregue à GNR e dizer quem nos passou a nós essa mesma nota. Ficamos mal e apreensivos porque anda uma pessoa a matar-se a trabalhar para depois ser envolvido em dois tempos, sem culpa nenhuma, numa trama policial de fazer inveja à melhor ficção.
O importante é que continuamos muito apeixanados e a planear uma fuga para bem da nossa saúde mental.

sábado, 2 de junho de 2007

As (Mal) (Bem) Ditas Dores Menstruais


Malditas!!!
Hoje acordei com aquela terrível sensação de que, mal me mexesse ou levantasse, me iria doer todo o baixo ventre para todo o dia. Meu dito meu feito, assim foi... penar todo o santo dia.
Sabem aquela sensação de que está a cair-vos tudo??? Se forem mulheres provavelmente saberão qual é, se forem homens tentem imaginar que vos cortavam a próstata internamente e ela ía caindo, aos pedaços, esvaindo-se em sangue, e saindo pela uretra (agora fui para uns perversa para outros imaginativa na minha comparação, mas acreditem que deve ser uma sensação semelhante). É essa sensação de queda interna que sinto todos os meses. A verdade é que a queda é real e deriva da descamação da camada interna que reveste o endométrio (camada interna do útero)devida a um fluxo de sangue que como desentupidor de pia vem limpar todo o nosso interior.

Benditas!!!
A verdade é que quando penso nestas dores apercebo-me de que elas fazem parte de um magnífico processo biológico, que prepara a mulher para ser mãe. Em cada mês o nosso corpo prepara-se para receber um novo ser, e vai-nos ensinando pelo caminho tudo aquilo que devemos aprender. Elas nos ensinam o lugar exacto do útero, onde vai ser acolhida uma sementinha, elas nos ensinam onde sentir uma nova vida quando ficarmos grávidas, elas nos ajudam a conhecermo-nos melhor interiormente. Estas dores são um exercício de auto-controle da dor que nos ensina a procurar a posição anti-álgica (que nos proporcione alívio da dor)que poderá e deverá ser usada no momento do parto quando estas dores forem multiplicadas muitas vezes em cada contracção para dar à luz.
É pena que as mulheres de hoje não se deixem ensinar pela mãe natureza... quem se habitua a tomar o trifene com estas dorzinhas que apesar de incómodas são suportáveis um dia não consegue parir sem epidural logicamente.
Não sou apologista da dor nem do sofrimento mas sou apologista da natureza e do parto natural, mas isto será um assunto a desenvolver num post individualmente (quando tiver tempo de a ele me dedicar)


Tudo isto para vos dizer que tudo aquilo que parece aparentemente mau tem também o seu lado bom, é preciso é pensar...é reflectir...é ver mais além...
Eu aprendi a ver estas dores simultâneamente como malditas e benditas, por isso procuro aprender delas tudo o que me ensinam para um dia estar preparada para o grande teste da maternidade.