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quinta-feira, 24 de março de 2011

Música do grupo Deolinda


Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!
"Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar



http://www.youtube.com/watch?v=f8lo82tXbWU&feature=related

Subscrevo esta letra e dou os parabéns aos Deolinda por a terem escrito e expressado a revolta e o sentimento de uma geração.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Elas não matam mas aleijam...


AS NOITES...
Têm dado cabo de mim e cada vez me sinto mais velha e mais cansada para as fazer.
Antigamente era raro ter sono agora sono é o meu nome do meio. Quando saio da noite fico enjoada e cheia de frio o resto do dia, já para não falar do mau humor e da falta de concentração.
E dizem eles que fazer uma noite é igual ao dia, SÓ SE FOR PARA ELES QUE NÃO AS FAZEM. Agora não nos pagam as horas nocturnas e eu qualquer dia mando-os para aquele sítio que não se pode dizer mas até ter alternativa tenho de me redimir à minha insignificancia e trabalhar e calar muito.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Injustiças


Hoje fui assinar sobe protesto e "obrigada" um contrato de "merda" com a empresa privada que tomou conta do hospital onde trabalho. Vou literalmente trabalhar mais e ganhar menos!!!
Os Sete anos de trabalho em funções públicas não serviu de nada e começo do 0 como se acabasse de sair da escola. Uma injustiça e uma revolta que nao tem tamanho se apoderou dentro de mim de modo que vou para tribunal com o sindicato exigir os meus direitos junto com os meus 300 colegas de profissão. Afinal de contas não estamos a pedir casa, nem subsídios, apenas aquilo que por lei temos direito e nos está a ser negado há demasiado tempo e agora deu para o torto. Estava numa situação de emprego tão precária que costumava dizer que pior era impossível mas o irreal aconteceu fiquei ainda pior. É caso para dizer que um mal nunca vem só e que quando alguém está na merda existe sempre alguém que ainda te põe pior e ainda te diz que podia ser pior...
Deste modo estou oficialmente à procura de um novo emprego - quem precisar de uma enfermeira na zona Norte de Portugal envie por favor um email para eclipsecomamor@gmail.com mudar de vida

Quero mudar de vida, quero ser uma profissional que trabalhe mas seja recompensada e reconhecida pelo que faz... se isto continuar a piorar um dia emigro com o Sol e digo Adeus a este país de merda onde cada vez mais tenho vergonha de trabalhar pois do suor de uns vivem muitos parasitas e as injustiças sociais fazem-me ser cada dia mais pessimista.

Ajudem-me se puderem, rezem por nós se não puderem.

Grata por ouvirem o meu desafio, e desculpem a linguagem mas estou cheia de eufemismos para dizer que estão a ser violados o meus direitos e ninguém faz nada.